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Tiro olímpico

agosto 7th, 2008 2 Comments

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Armas são fascinantes em diversos aspectos, seja sua mecânica, sua história, sua influência sobre as pessoas ou sua adaptação para o esporte. A adaptação de uma ferramenta criada com o intuito inicial apenas de matar e causar dor apresenta o efeito inverso no esporte, temos prazer, conquistas, superação e diversos outro aspectos positivos da pratica de esportes envolvendo armas de fogo.

Há registros datando o inicio do tiro esportivo no século XIII, porém, ele só atingiu repercussão e organização como prática esportiva no século XIX. Um dos fatores que contribuiu com o crescimento do esporte foi as restrições para a caça, fazendo os atiradores a alterar sua forma de lazer, sem deixar de atirar. E finalmente em 1896 (Atenas) foram incluídas nove modalidades de tiro nas olimpíadas, neste ano, o tiro esportivo teve o maior numero de atletas nas olimpíadas.

Iniciou-se a criação da federação internacional em 1906, gerando uma constituição e um regulamento para pratica do esporte, assim como um manual de conduta e organização de competições. Só então as modalidades foram classificadas por tipo de arma, alvo, etc.

Porém, o esporte encontra dificuldade durante as duas grandes guerras mundiais, a federação internacional foi rompida em 1915 e retomada apenas em 1921, suspensa novamente no inicio da segunda guerra e só em 1947 volta as atividades como uma federação unida.

Hoje o tiro olímpico é dividido em três categorias, sendo elas, pistola, carabina e tiro ao prato E um total de 15 provas, mostradas a seguir.

Pistola de ar 10m (60 tiros) masculino;
Rifle de ar 10m (60 tiros) masculino;
Pistola de fogo 25m (60 tiros) masculino;
Pistola 50m (60 tiros) masculino;
Carabina (Rifle) 50m em 3 posições (3×40 tiros) masculino;
Carabina (Rifle) pronado 50m (60 tiros) masculino;
Fossa dupla (125 tiros) masculino;
Skeet (125 tiros) masculino;
Fossa (125 tiros) masculino;
Pistola de ar 10m (40 tiros) ferminino;
Carabina (Rifle) de ar 10m (40 tiros) feminino;
Pistola 25m (30 mais 30 chutes) feminino;
Rifle em três posições 50m (3×20 tiros) feminino;
Skeet (75 tiros) feminino;
Fossa (75 tiros) feminino;

No Brasil o tiro iniciou com um movimento mais forte na região sul, onde a caça já era uma tradição, e ganhou força em 1899 com a criação do Tiro Nacional, um projeto militar para prática de tiro com armas portáteis, além de familiarizar a tropa com os armamentos disponíveis. Mesmo sendo um projeto subordinado ao 4º Distrito Militar, o Tiro Nacional foi aberto a civis interessados na pratica do tiro.

Em 1º de abril de 1899 tivemos os primeiros exercícios de tiro no Rio de Janeiro, nesta época também criadas as associações de tiro no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O resultado deste movimento foi a primeira medalha de ouro do Brasil em uma olimpíadas, em 1920, com Guilherme Paraense, no mesmo ano tivemos mais uma medalha de prata e outra de bronze, em modalidades por equipe. Infelizmente a ascensão do tiro nacional parou ai, sem nunca mais um brasileiro subir ao podium. Conseguimos um quarto lugar em 1984, ano em que também conseguimos a melhor colocação nas modalidades femininas, o sétimo lugar de Débora Srour. Nos últimos 24 anos o Brasil não conseguiu nada melhor que a 14º posição.

No histórico das competições de tiro os EUA tem a melhor colocação, com um total de 97 medalhas, 48 delas de ouro. Em segundo temos a União Soviética, seguidoa por Suécia e China, o Brasil na 32ª colocação.

Neste site você encontra a programação das provas de tiro destas olimpíadas:
http://olimpiadas.uol.com.br/2008/calendario/tiro.jhtm
Porém, os canais por assinatura só iram transmitir as finais das competições, nenhum canal aberto transmitira provas de tiro, e nenhum website terá este conteúdo ao vivo pois o Comitê Olímpico Internacional não permitiu.
A ISSF TV (http://www.issf-shooting.org) transmite ao vivo todas as provas de tiro das Copas do Mundo e Campeonatos Mundiais. Não poderemos acompanhar as olimpíadas, mas no futuro haverão provas que valem seu tempo.

Algumas curiosidades sobre o tiro esportivo.

O sargento húngaro Karoly Takacs, campeão mundial de pistola em 1938, perdeu a mão direita numa explosão de granada. Aprendeu a atirar com a mão inábil e 10 anos depois, Takacs conquistou as duas medalhas de ouro da categoria rapid-fire
 
Em 1920, ano em que o Brasil conquistou as medalhas, nossa munição havia sido roubada. Pudemos competir graças aos EUA, que emprestou a munição ao Brasil.

Em 1900 (Paris) houve a prova de Tiro ao Pombo, devido a protestos do publico apnas 4 dos 55 participantes comparecera a competição, que nunca mais se repetiu. A medalha de ouro foi para o Belga Leon Lunder.

Precisão, Potência e Velocidade são as principais habilidades para um praticante de tiro prático, o objetivo é transpor pistas com obstáculos (túneis, janelas, portas, paredes) atingindo alvos de papelão que devem ser perfurados com dois disparos, ou metálicos que caem quando atingidos. O resultado é apurado pela divisão dos pontos nos alvos pelo tempo gasto para atingi-los simulando situações que devem ser “resolvidas” no menor tempo possível, mantendo-se entretanto a precisão. As regras do IPSC incentivam a diversificação das pistas para evitar que o esporte fique restrito a um determinado tipo de pista. Inclusive, algumas competições possuem alvos escondidos que aparecem de repente sem que os atletas saibam da sua localização prévia.
Para que seja possível tanta movimentação, é preciso o acompanhamento rigoroso de um árbitro (Range Officer-R.O.) capaz de aplicar imediatamente as determinações de um regulamento rigoroso, elaborado para permitir uma prática segura e igual para todos os competidores. Ao final de cada stage, o atirador tem sua arma inspecionada pelo árbitro, devendo mostrar a câmara vazia e acionar o gatilho fazendo o percursor bater livremente sobre a câmara. O piso exigido é de terra ou brita, evitando ricochetes.
Originalmente são usadas armas de calibres maiores, porém temos a categoria Pistola Light para calibres como a .380.

As principais modalidades são:

- Pistola Open - a arma não tem limite de modificações.
- Pistola Standard - a arma deve ser original de fábrica, o calibre normalmente utilizado .40 ou .45.
- Pistola Modified - a arma não tem limites de modificações, o calibre normalmente utilizado .40 ou .45.
- Pistola Light - a arma é uma standard original de fábrica - calibre .380 ou .765 (não regulamentada pela CBTP apenas pelas Federações Estaduais).
- Damas - pode participar com qualquer tipo de arma.
- Júnior - categoria até 21 anos.
- Sênior - categoria com mais de 50 anos.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=dNBlHjh8IPc]

Fonte:

http://www.ipsc.org/

O exército ensina alguns fundamentos de tiro, são um conjunto de técnicas simples, que aplicadas proporcionam um tiro “justo e preciso”, vou apresentar estes fundamentos na seqüência natural de ações quando se realiza um disparo. Eles são:

1. Posição estável
2. Pontaria
3. Controle da respiração
4. Acionamento do gatilho

1) Posição estável

É o conjunto empunhadura/posição de tiro, visando a menor oscilação entre a arma e o atirador. Para manter a estabilidade é necessário reduzir ao máximo a força muscular exercida, ou seja, tentar sustentar o peso da arma usando a estrutura óssea e uma pegada “leve”.

As posições básicas de tiro são:

1. Deitada
2. De joelhos
3. De pé

2) Pontaria

Consiste em colocar a arma na direção do alvo, utilizando um aparelho de pontaria, de forma a atingir o ponto desejado, ou seja, alinha a linha de mira e linha de visada.

Linha de mira: Alinhamento da alça e massa de mira, a massa de mira deve se encontrar no centro da alça de mira.

Linha de visada: Alinhamento da alça, massa e alvo. (massa centrada na alça e projetada no centro do alvo)

3) Controle da respiração

No momento do acionamento do gatilho, a respiração deve ser bloqueada até que ocorra o disparo, nos tiros de precisão o atirador deverá prender a respiração na pausa respiratória natural, logo após a expiração, prolongando-a enquanto realiza o acionamento. Sugere-se que quando o disparo não for feito em 12 segundos deve-se respirar novamente e iniciar o ciclo.

Para tiros inopinados, que exigem o tiro rápido, o ciclo respiratório é interrompido em qualquer ponto, imediatamente antes do disparo.

4) Acionamento do gatilho

Durante o deslocamento do gatilho ocorrerá o disparo, causando “surpresa” ao atirador. O momento exato do disparo é inopinado.

O dedo indicador toca a parte central do gatilho, com a região entre a parte média da falange distal e sua interseção com a medial. A pressão deve ser exercida de forma progressiva, sem movimentos bruscos e sem vetores laterais.

É importante não alterar a empunhadura durante a compressão do gatilho, ou seja, o movimento do indicador deve ser totalmente independente da empunhadura.

Após o disparo o atirador deve manter o foco visual sobre a massa de mira, assim como deve continuar pressionando o gatilho. Essa ação é chamada acompanhamento e impede que o atirador queira determinar o momento do disparo, acionando o gatilho bruscamente, ou que o foco visual de desloque para o alvo, o que poderia acarretar em erro na linha de mira.

Os erros mais comuns no acionamento são:

1. Gatilhada
2. Antecipação
3. Esquiva
4. Fechar os olhos

Estes devem ser evitados.

Estes são os fundamentos básicos, cada atirador deve adequá-los as suas necessidades.